• Stoff Costa

Restaurantes reabrem as portas em Araguaína enquanto autônomos se humilham para voltarem a trabalhar




As medidas adotadas pelo prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, para combater o Covid19 é contraditória e penaliza os mais humildes.


Recentemente prefeito de Araguaína autorizou a reabertura do Comércio em Araguaína e até mesmo a realização de celebração religiosas nas igrejas araguainenses.


Ronaldo Dimas, iniciou tambem a abertura gradual dos restaurantes.Os estabelecimentos poderão funcionar já nesta sexta-feira (12) para comemoração ao Dia dos Namorados. As regras estão no Decreto 231, publicado no Diário Oficial dessa quinta-feira (11).


O decreto também inclui os açougues, mercearias, peixarias, hortifrutigranjeiros e centros de abastecimento de alimentos no grupo de serviços essenciais, aumentando a flexibilidade do horário de atendimento.


Enquanto isso alguns profissionais autônomos continuam impedidos de trabalharem, e por medo de passar fome chegam a se humilhar para fiscais do município na tentativa de não serem proibidos de trabalhar.


São trabalhadores e trabalhadoras autônomas como a mãe de família Josefa Rodrigues Viana, de 47 anos, que tinha na venda de espetinhos a única fonte de renda da família em Araguaína.

Por meio do decreto municipal n° 227/20, a prefeitura já autorizou a retomada de grande parte das atividades comerciais, porém, os vendedores ambulantes ainda não podem trabalhar nas ruas da cidade.


São trabalhadores e trabalhadoras autônomas como a mãe de família Josefa Rodrigues Viana, de 47 anos, que tinha na venda de espetinhos a única fonte de renda da família em sem São trabalhadores e trabalhadoras autônomas como a mãe de família Josefa Rodrigues Viana, de 47 anos, que tinha na venda de espetinhos a única fonte de renda da família.

Por meio do decreto municipal n° 227/20, a prefeitura já autorizou a retomada de grande parte das atividades comerciais, porém, os vendedores ambulantes ainda não podem trabalhar nas ruas da cidade.


Com 35 dias de paralisação e já passando fome, Josefa decidiu ir vender seus espetinhos na Avenida Cônego João Lima, como era de costume antes da pandemia, mas foi impedida pelos fiscais da Prefeitura.


"Eu preciso trabalhar por que essa é a única renda que tenho para comprar meu pão de cada dia. Por isso eu fui vender os espetinhos, mas não demorou muito para os fiscais chegarem. Eles pediram para eu apagar o fogo e não queriam esperar eu terminar de assar os espetos que já estavam na churrasqueira”, contou.


A trabalhadora reclamou ainda da forma como foi tratada por parte de uma fiscal, que teria agido com muita arrogância, segundo a vendedora.


"Estou passando fome e preciso pagar a carne que comprei fiado. A fiscal falou para eu desligar o rádio e disse umas três vezes: ‘Olha pra mim, olha bem pra mim’. Fui tratada como bandida”, desabafou.

O filho da vendedora disse que até se ajoelhou nos pés da fiscal e clamou para que deixassem eles trabalhar.


"Estamos passando dificuldades. Eu uso aparelho nos dentes e estou com a boca toda ferida por que não tenho condições de ir ao dentista. Estamos devendo no açougue e só temos um pouco de arroz para comer, tá muito difícil. Eu ajoelhei e pedi pelo amor de Deus para nos deixar trabalhar, é o que queremos", disse Ricardo Rodrigues.


Quem quiser ajudar a família da dona Josefa pode entrar em contato pelo telefone (63) 99204 - 7221.


16 visualizações

Receba nossas atualizações

  • Ícone do Facebook Branco
  • Ícone do Twitter Branco

© 2020 por BLK Entertainment Brasil. Todos os direitos reservados a O na íntegra comunicação e mídia.