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Pobres, periféricos e servidores inteligentes, não votam em Wagner Rodrigues

O candidato a prefeito do governista apresenta-se como continuidade da atual gestão.

O candidato do grupo governista a prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues apresenta-se como a continuidade da gestão Dimas, uma gestão voltada para a elite e que esqueceu os mais pobres e periféricos do Município.


Moradores de bairros como Universitário, Nova Araguaína, Sonhos Dourado, Ana Maria, Deus é fiel, Monte Sinai, entre tantos outros bairros periféricos do Cidade foram simplesmente esquecidos pelo poder público e atual gestão.


Perseguição aos ambulantes


A atual gestão municipal de Araguaína, esta que Wagner Rodrigues faz questão de ressaltar que será a continuação, também pobres, trabalhadores e ambulantes. Como não recordar, a situação recente, em meio a uma crise financeira causadas pela pandemia, e que ainda assim o chefe do executivo determinou que mercadorias de vários vendedores ambulantes fossem apreendidas no centro comercial de Araguaína, na quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de agosto deste ano, por equipes da prefeitura que fiscalizavam o cumprimento dos decretos municipais que visava evitar a propagação da covid-19.


As apreensões foram filmadas por populares e os vídeos repercutiram nas redes sociais, gerando revolta e indignação. Um deles mostra um ambulante cercado por fiscais do Departamento Municipal de Posturas e pela Polícia Militar enquanto a mercadoria é recolhida.


O vendedor ainda argumenta tentando impedir a apreensão, mas sem êxito. "Eu sou honesto, não sou bandido não. Vão perseguir quem está roubando e vendendo droga", esbravejou.


Descasos com bairros periféricos


Como esquecer a situação dos moradores do bairros Bouganville, Morada do Sol, Mônaco e Ana Maria. Em abril de 2019, Indignados com a quantidade de buracos, moradores da Avenida Perimentral de Araguaína realizaram na tarde do sábado (6), uma manifestação de protesto contra as péssimas condições da avenida que se encontra intrafegável.


Os manifestantes interditaram o local usando faixas, cartazes e até um caiaque com a finalidade de cobrar dos gestores municipais a pavimentação asfáltica da avenida, que dá acesso a quatro setores: Bouganville, Morada do Sol, Mônaco e Ana Maria.


Os moradores alegaram que os buracos já causaram acidentes e acusaram a Prefeitura de Araguaína de não cumprir a promessa (antiga) de recuperação da via. No período chuvoso, os buracos da Avenida Perimentral se tornam uma lagoa de lama, na ocasião os moradores colocaram placas “aqui está meu IPTU” e fizeram também um pesque e pague.



Mas esta mesma situação de descaso, é visível nos mais diversos bairros de Araguaína, a realidade é que a gestão Dimas, nunca olhou para os bairros afastados e periféricos.



IPTU abusivo


Vale apena relembrar, o aumento abusivo do IPTU na Cidade de Araguaína, mesmo após afirmar em campanha eleitoral que lhe deu o primeiro mandato, de que não aumentaria o IPTU em Araguaína, Dimas traiu a confiança do povo e fez exatamente o contrario. Em dezembro de 2014, o projeto do executivo que aumentava o valor do foi aprovado na Câmara de vereadores. Em muitos casos o valor do imposto aumentou em mais de 100%.

Desde que o projeto de lei foi encaminhado aos vereadores naquela ocasião, o assunto gerou muita polêmica na cidade. O Ministério Público Estadual chegou, inclusive, a entrar com uma ação civil pública pedindo uma anulação da nova planta de valores do IPTU por considerar a cobrança abusiva.

Desrespeito ao servidor publico


Ao longo de de dois mandatos, a gestão Dimas enfrentou inúmeras manifestações protestos dos servidores públicos, que nunca tiveram seus direitos respeitados pela gestão Dimas. Em julho de 2014, em greve que durou mais de 11 dias, os servidores do quadro geral e do Serviço de Atendimento Móvel de Araguaína (Samu), fizeram uma manifestação em frente a sede da prefeitura de Araguaína.


Os grevistas pediam a conclusão do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores do quadro geral, saúde, administrativo e educação, o pagamento retroativo da data-base 2013, o repasse de incentivos financeiros aos técnicos e condutores do Samu e o retorno da insalubridade e periculosidade.


Em Outubro deste ano, os Servidores Públicos Municipais de Araguaína (Sisepar) realizou uma caminhada com o objetivo de pressionar o prefeito Ronaldo Dimas a implementar uma série de direitos e reivindicações da categoria, que ao longo da gestão nunca foram respeitados.

A pauta de cobrança incluiu, o pagamento de data-base para todos os servidores, insalubridade, periculosidade e penosidade para os que têm direito e Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para as classes ainda que não possuem. O sindicato também cobrou gratificação para todos os servidores que trabalham na linha de frente de combate à covid-19. Essa cobrança vem sendo realizada desde o início da pandemia.


Além de todas as reivindicações, o Sisepar acrescentou que a manifestação também era em em prol do "fim das perseguições políticas contra os servidores".


Essa é a gestão que os Araguainenses querem a continuação?


Com base na deficiência da gestão, apresentada acima é visível que essa atual gestão não olhou para os menos favorecidos, não administrou para todos e sim para a elite e classe empresarial, os pobres, periféricos e servidores sempre foram tratados com descaso e insignificância.


Se Wagner Rodrigues se propõe de fato ser a continuidade desta gestão, faz-se necessário que os pobres, periféricos e servidores públicos que sempre foram humilhados e esquecidos pela atual gestão, respondam nas urnas. Pobres, periféricos e servidores inteligentes não votam em Wagner Rodrigues.

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