• Stoff Costa

O jornalismo tendencioso e anti-ético dos programas locais em Araguaína

Ao sintonizar o seu aparelho de televisão nas mais diversas emissoras de TV local de Araguaína, o que podemos presenciar são conteúdos jornalísticos anti-éticos, politiqueiros e imorais.



Ao sintonizar o seu aparelho de televisão nas mais diversas emissoras de TV local de Araguaína, o que podemos presenciar é um conteúdo jornalístico anti-ético com ética na hora de reportar os fatos e dar vozes aos diversos acontecimentos e denúncias, está em extinção na maioria das grades das emissoras locais de Araguaína. Ao sintonizar o seu aparelho de televisão nas mais diversas emissoras de TV local de Araguaína, o que podemos presenciar é um conteúdo jornalístico anti-ético e imoral.

Comprometidos apenas com interesses comerciais e lucratividade a maioria dos programas jornalísticos produzidos no município, são verdadeiros programas publicitários defendendo interesses políticos de determinados grupos políticos e partidários.

Um dos mais antigos e um dos líderes de audiência na Cidade é o programa "Balanço geral" apresentado pelo comunicador Vanderlam Gomes e exibido na TV Jovem Araguaína ( afiliada da Record TV), é um exemplo de um produto de mau gosto e péssima qualidade. Equipe e apresentador herdados pelo extinto "primeira mão" o jornalístico mudou de nome, abertura e manteve o DNA sensacionalista, apelativo, bajulador e politicamente parcial.

O programa Balanço Geral, conta com inúmeros profissionais que merecem o respeito do telespectador, no entanto o produto em si tem a ética e os princípios do jornalismo questionável diante da condução tendenciosa do apresentador titular.

Não somente por ser um programa jornalístico sangrento, sensacionalista com imagens que é possível ver até as vísceras de vitimas de homicídios e acidentes ou por ser extremamente político, pois política e jornalismo andam de mãos dadas. Já em 1919, no ensaio A política como vocação, Max Weber apontou a carreira jornalística como a primeira profissão política remunerada. O sociólogo alemão, considerado liberal – sempre bom explicitar para não gerar confusões comuns com o Marx comunista –, escreveu: “Somente o jornalista é um político profissional pago; somente a administração do jornal é uma organização política contínua. Além do jornal, há apenas a sessão parlamentar. […] O partido só está vivo durante os períodos de eleição”.

No entanto o que observamos, é que os noticiários locais não só andam de mãos dadas com a política, como excedem o anti-ético, aos darem as mãos também aos políticos e detentores do poder. Em troca de mídias publicitárias e acordos financeiros, os profissionais e âncoras de alguns programas locais vendem também o bom senso e tornam-se na TV verdadeiros defensores e protetores daqueles que estão no poder, são verdadeiros mercenários da informação ou desinformação.

Utilizando ainda o produto "Balanço geral" da TV Jovem Araguaína como mau exemplo de jornalismo, fazemos ainda uma análise da figura do apresentador Vanderlam Gomes, que durante anos à frente de um programa conhecido e de grande audiência, foi visível os laços estabelecidos entre o comunicador e políticos poderosos do Estado. Desde o extinto "Primeira mão" o comunicador sempre recebeu mídias publicitárias tanto da prefeitura de Araguaína, assim como do Governo do Estado e assim sempre se posicionou como defensor daqueles que estão no poder.

Observamos o crescimento financeiro do comunicador e o veículo de comunicação tornar-se a "imprensa amiga" dos políticos, de acordo com os interesses financeiros do veículo de comunicação.

De acordo, com Robert Fisk, o lendário correspondente para o Oriente Médio do jornal inglês Independent, que diz que em situações de confronto, de limite, deve-se tomar opção pelos mais fracos. Ou, mais especificamente, dos empobrecidos e marginalizados, no que se refere à realidade política, econômica, social, cultural e ambiental. Infelizmente não é o que observamos na maioria dos telejornais locais, o mais fracos, mais humildes, empobrecidos e marginalizados estão sempre em segundo ou último plano. Primeiro defende-se os interesses políticos de quem está no poder, protege-se a imagem do político, do gestor que através do público financia o veículo de comunicação e só por último e caso exista interesses políticos o povo também é ouvido e defendido.

Tomar partido é legitimo e aceitável, o que não podemos encarar como natural é distorcer ou omitir os fatos e a realidade com intuito de beneficiar determinado político ou candidato motivado por acordos financeiros e pagos com dinheiro público.

Maquiar as informações, maquiar os fatos, esconder a realidade e utilizar uma emissora de TV, que é uma concessão pública para que jornalistas e apresentadores atuem publicamente como cabos eleitorais é ausência de caráter e de profissionalismo.

A grande maioria dos programas de TV locais e jornalista araguainenses que se dizem imparcial faz em excesso o papel de cabos eleitorais e esquecem de exercer o papel de profissionais do jornalismo. Se faz necessário que os programas jornalísticos locais voltem a serem aplaudidos pelo povo, pelo telespectador e não por quem paga e manda, no prefeitos ou governadores.

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