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Diretor da Globo acusado de assédio sexual, demitiu jornalista tocantinense por estar acima do peso

Atualizado: Jul 25

Diretor da Globo acusado de assédio sexual, demitiu jornalista tocantinense por estar acima do peso


Edison Castro, diretor Global acusado de assédio sexual, demitiu jornalista tocantinense do grupo Jaime Câmara por estar acima do peso.


A trajetória de Edison Castro é cheia de relatos de assédios sexual, moral e carregada de preconceito. Em 2016, enquanto esteve a frente da direção de jornalismo do grupo Jaime Câmara, no Tocantins, o diretor espalhou terror regado a muito sarcasmo e comentários maldosos sobre os funcionários.


Entre algumas situações, uma ex-funcionária da empresa, que trabalhava na época em que Castro era Diretor, conta que muitas vezes era relatado entre os colegas a pressão e o desconforto de trabalhar com ele.


"Nas diversas reuniões, ele não olhava na cara de algumas funcionárias mulheres", relatou.


A jornalista ainda contou que quando foi demitida a decisão foi tomada pelo diretor e repassada a coordenação local, em Araguaína, onde ela atuava.


" Me lembro das palavras até hoje, da coordenadora me dizendo que Edison tinha me avaliado e que eu não encaixava no novo perfil da emissora. Até aí tudo bem, eu tava tranquila. Mas quando continuou e disse com essas palavras: 'você sabe que não tem repórter de rede acima do peso'. Ali, eu desmontei. Eu já fazia tratamento pra depressão, tomava remédio controlado. Vivia o tempo todo sendo massacrada com piadinhas sobre o peso e às vezes recebia recado explícito de outros profissionais, que eu era boa, mas tinha que emagrecer se quisesse ficar", disse.


Ela conta que naquela hora viu a capacidade técnica sendo avaliada conforme os quilos.


"Sofri por meses. Me sentindo um lixo, remoendo pq minha competência estava sendo avaliada pelo meu peso na balança", emocionada relatou a jornalista ao blog.


Segundo relatos de outros profissionais que trabalharam com o ex-direror, era um profissional, perseguidor, homofóbico e preconceituoso.O assédio moral e a humilhação refletiu negativamente na vida pessoal e na carreira profissional da jornalista que afastou-se das redações dos telejornais e da televisão.


"Fiquei com trauma. E isso me afastou da TV e dos meus sonhos. Hoje, sinto falta, mas não quero voltar de jeito nenhum. Já recebi convites, mas descartei todos", comentou a ex-funcionária.


O caso ganhou repercussão depois que a jornalista Ellen Ferreira, de Roraima foi demitida. Ela atuava na Rede Amazônica, afiliada da TV Globo e esperava retornar ao trabalho, depois de 20 dias afastada por ter contraído a Covid-19. Para sua infelicidade, foi surpreendida na emissora com o aviso do seu desligamento.


Ellen denunciou o caso de assédio moral no Ministério Púbico do Trabalho. A jornalista apresentou o "Jornal Nacional" em outubro do ano passado —durante um rodízio de jornalistas do país todo, feito em comemoração aos 50 anos do telejornal.


Ela conta que foi vítima de perseguição, por ter denunciado o ex-chefe de jornalismo do canal, Edison Castro, acusando-o de assédio moral e sexual. Depois que o caso parou na mídia, muitas outras vítimas apareceram nas redes sociais relatando as situações de humilhação e perseguição.


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