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Com Marcelo Miranda no palanque, discurso anti-corrupção será hipocrisia

Foram 11 meses longe das funções partidárias e 146 dias detidos no Comando Geral do Polícia Militar.


Em mais um desses acontecimentos absurdos na politica tocantinense, o ex-governador Marcelo Miranda voltou à presidência do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na ultima quarta-feira, 9, durante reunião do diretório.


O ex-governador do Estado, cassado duas vezes, estava afastado do comando do MDB desde o ano passado, quando foi preso por conta de um desdobramento da Operação Reis do Gado, da Polícia Federal. Foram 11 meses longe das funções partidárias e 146 dias detidos no Comando Geral do Polícia Militar.


“Quero dar continuidade e prosseguir serenamente de cabeça erguida, viajando pelo Tocantins, visitando as bases e promovendo a união de forças para o fortalecimento do partido”, declarou o ex-governador Marcelo Miranda.


De acordo com um ponto de vista pessoal e após ouvir alguns integrantes do MDB, me arrisco a dizer, que o retorno do ex-governador a presidência da sigla em véspera de eleição municipal pode torna-se um tiro no pé. Qual futuro candidato do MDB poderá defender a bandeira "anti-corrupção" lado a lado no palanque com um politico cassado duas vezes e ex-detento por supostos crimes de corrupção?


A situação parece ainda mais delicada para pré-candidatos que encabeçaram chapas marjoritarias nos diversos municípios do Tocantins, entre eles o deputado estadual Elenil da Penha que é pre-candidato a prefeitura de Araguaína.


Trajetória de Marcelo Miranda Os crimes investigados pela PF teriam sido praticados durante os governos de Marcelo Miranda no Tocantins. Ele foi eleito governador do estado três vezes, sendo cassado antes de concluir o mandato em duas delas. A última cassação foi por causa de um avião apreendido em Goiás com material de campanha e R$ 500 mil ligados a campanha do ex-governador em 2014. Ele também foi eleito senador da República, mas não pôde assumir porque foi considerado inelegível. Marcelo Miranda já foi alvo de diversas investigações das Polícias Federal:

  • Reis do Gado (2016): investigou um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas. Miranda chegou a ser conduzido coercitivamente para prestar depoimento no caso. Parentes dele foram indiciados, inclusive o pai, Brito Miranda.

  • Marcapasso (2017): apurou fraudes em licitações, cobrança por cirurgias na rede pública e até a realização de procedimentos desnecessários em pacientes para desviar recursos. O ex-secretário estadual da saúde Henrique Barsanulfo Furtado foi um dos indiciados.

  • Convergência (2017): Miranda foi indiciado em ação sobre fraude em contratos para construção de rodovias.

  • Pontes de Papel (2018): investigou desvios destinados à execução de construção de pontes e rodovias no estado.

  • Lava Jato: um delator da Odebrecht disse que Miranda recebeu R$ 1 milhão para campanha em 2014.

O efeito negativo de Marcelo Miranda no MDB Marcelo no palanque politico de qualquer candidato é a desmoralização da politica tocantinense e ainda pode atrapalhar os planos dos possíveis candidatos do partido. O cidadão está cansado de corrupção, de eleger políticos mau-caráter e existe uma ditado popular que diz "Diz-me com quem tu anda e direi quem tu és". Caso o MDB queira eleger seus candidatos nas eleições municipais precisa livrar-se de uma vez por toda de Marcelo Miranda, afinal é impossível levar a sério uma sigla partidária presidida por um ex-detento corrupto.

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