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Carlesse na mira da policia: PF faz operação para investigar supostas fraudes na compra de 590 camas

PF faz operação para investigar supostas fraudes na compra de 590 camas hospitalares.

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria Geral da União, deflagrou na manhã desta sexta-feira, 18, a Operação “Cama de Tut”, visando apurar supostos ilícitos relacionados à aquisição de 590 camas hospitalares pelo Governo do Estado do Tocantins. Segundo apurou a reportagem, as buscas aconteceu na Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES).


As camas foram adquiridas pela gestão Mauro Carlesse (DEM), em meio pandemia do coronavírus. Se calculado os R$ 13.334.000,00, investidos na aquisição, a unidade custou em media R$ 23,6 mil. A época, a reportagem apurou que camas semelhantes, de modelo nacional, custa entre R$ 6 R$ 10 mil.

Os investigados são suspeitos de fraudar o processo licitatório conduzido pela Secretaria Estadual de Saúde e alienar os leitos com valores cerca de 227% superiores aos praticados pelo mercado e pela própria empresa que venceu o certame, conforme apurado pelos investigadores, pelo Tribunal de Contas da União-TCU e pela Controladoria Geral da União- TCU.


Aproximadamente 30 Policiais Federais cumprem 6 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nas cidades de Palmas/TO e São Paulo/SP.


Além da obtenção de novas provas, busca-se verificar a efetiva entrega dos bens adquiridos e o suposto pagamento de vantagens indevidas. O potencial de superfaturamento apontado pelos órgãos de controle seria de mais de 7 milhões de reais.


Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude a licitação e peculato, cujas penas somadas podem chegar a 16 anos de reclusão. A operação “Cama de Tut” é uma referência ao luxuoso leito do faraó Tutancâmon, uma vez que as injustificadas especificações do certame limitaram o processo aquisitivo a apenas um modelo de cama hospitalar, tida como uma das mais requintadas do mercado.


A Polícia Federal ressalta que, em razão da situação de pandemia da COVID-19, foi planejada uma logística especial de prevenção ao contágio, com distribuição de EPIs a todos os envolvidos na missão, a fim de preservar a saúde dos policiais, testemunhas, investigados e seus familiares.


(Com informações da Polícia Federal).

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