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Câmara de vereadores de Araguaína precisa de protagonismo, se vereadores quiserem se reelegerem.

Atualizado: Mai 27


Debaixo do sapato do prefeito Ronaldo Dimas, vereadores enfrentarão dificuldades nas urnas.



Nos últimos anos, a Câmara municipal de vereadores de Araguaína nunca foi tão apagada e silenciosa. Na última eleição municipal apenas sete vereadores foram reeleitos: Terciliano Gomes (SD), Marcus Marcelo (PR), Geraldo Silva (PMDB), Gipão (PR), Ferreirinha (PMDB), Divino Bethania Jr. (PROS) e Soldado Alcivan (PP). A renovação na câmara já era esperada e desejada pela população.


E o anseio dos eleitores foi demonstrado nas urnas ao eleger dez novos nomes: Israel da Terezona (PDT), Enoque Neto (PSL), Gilmar da Auto Escola (PSC), Edimar Leandro (PRP), Gideon Soares (PRTB), Wagner Enoque (PRB), Zéze Cardoso (PSDB), Leonardo Lima (PRTB), Carlos Silva (PSDC) e Professor Delan.


No entanto, a renovação e a chegada de novos parlamentares não foram de encontro aos anseios da população, que esperava uma casa de lei mais independente e comprometida com a sociedade. Foi visível ao longo da atual legislatura, que assim como os que vereadores que foram reeleitos os novatos também seguiam a cartilha do prefeito Ronaldo Dimas.


A Câmara de vereadores tornou-se um covil de parlamentares domesticados e submissos as vontades do poder executivo, sem nenhuma voz forte de oposição e sem nenhum compromisso dos representantes do povo, com o povo. O prefeito manda e vereadores submissos obedecem, talvez isso se explique pelo fato da grande maioria de vereadores terem parentes, esposas, filhos e apadrinhados políticos contratados pelo município, em uma troca de favores, um verdadeiro toma lá da cá, que nada mais é que nepotismo indireto.


Ronaldo Dimas comprou o silêncio, as vontades, a independência e o caráter dos vereadores araguainenses e fez da prefeitura de Araguaína um verdadeiro cabide de emprego para contratar os familiares de vereadores. Com cargos de chefia e salários que chegam a ultrapassar seis mil reais mensais, a vida de muitos parentes e familiares de vereadores da Cidade, mudou para melhor e o povo viu-se sem representantes na Câmara Municipal.


Recentemente o prefeito de Araguaína em entrevista ao jornalista Cleber Toledo, disse com todas as letras que não dar satisfação a vereadores e o mais estranho de tudo isso é que os parlamentares de Araguaína não responderam nada em relação a fala de Ronaldo Dimas.

Dimas está certo. Ele paga (com cargos), pelo silêncio e posicionamento dos vereadores araguainenses e quem paga é que manda. E no final das contas, parece não incomoda aos covardes que exercem o papel de representantes do povo na Câmara municipal ficarem debaixo da sola do sapato do prefeito, uns até parece gostarem muito, deve ser alguma espécie de fetiche.


Com a aproximação da campanha eleitoral, alguns vereadores tentam se aproveitarem da pandemia do Covid19, para tentarem ressurgirem das cinzas e voltar a ganhar a mídia e a confiança do eleitor, o que não será uma tarefa fácil.


Se perguntarmos aos araguainenses quem são os dezessete vereadores de Araguaína, muitos não conseguirão responder. Talvez citem os vereadores, Gipão (que está a muitos anos no poder), o vereador Divino Bethânia (pois apresenta um programa de TV) e uns outros dois ou três.


O mesmo acontece com os vereadores de primeiro mandato, Israel da Terezona (PDT), Enoque Neto (PSL), Gilmar da Auto Escola (PSC), Edimar Leandro (PRP), Wagner Enoque (PRB), Zéze Cardoso (PSDB), Leonardo Lima (PRTB), Carlos Silva (PSDC) e Professor Delan. Esses certamente uma minoria conhece, pois nunca tiveram visibilidade por falta de trabalho para mostrar e por não levantarem a voz em defesa do povo.


Diante desta triste realidade em que se encontra a atual Câmara Municipal de vereadores, é possível afirmar que sem protagonismo e embaixo da sola do sapato do prefeito Ronaldo Dimas, os atuais parlamentares enfrentarão dificuldades em conseguirem se reelegerem.

E por fim, fica o apelo aos eleitores araguaínenses, a renovação é necessária e tem que ser feita de forma responsável. Para isso devemos dizer não nas urnas aqueles que se venderam ao executivo e aos novatos que nunca mostraram pra quê foram eleitos. Que tal não reelegermos nenhum dos que aí estão?

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