O na íntegra - Jornalismo Coragem

Sexta, 19 de agosto de 2022
MENU

Política

Xadrez? Não, jogo de Damas!

Jogo de damas: Entregar  uma peça, para ganhar outras 3…

Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Quem não conhece o velho jogo de damas, onde um sabido jogador, cede uma peça para, em seguida, ganhar três outras do adversário?                                         

Pois bem, foi exatamente o que pode ter acontecido com o governador Wanderlei Barbosa, quando ele foi traído pelo senador Iraja ( Abreu ?) que  avançou uma casa, apoiando Damaso, com um pé em uma candidatura, deixando a mãe na outra, com o palácio.  A jogada parecia boa para os Abreus, mas eles não esperavam a reação do governador Wanderlei Barbosa, que entregou  a “peça”  Kátia ( Abreu ?) aos adversários, para depois avançar possíveis três “casas”.                                                                           

Mal a senadora Kátia ( Abreu ?) retirou-se da chapa majoritária do palácio, Dorinha foi anunciada como a pretendida candidata ao senado do governador. Mas será que a jogada iniciada acabou aí ?  Quem fizer uma leitura atenta, vera que não. 

A deputada Dorinha do União Brasil, tem o maior tempo de TV, o maior fundo partidário, tem mais de 50 prefeitos, alguns deputados estaduais e a menor rejeição dentre os candidatos ao senado. Por outro lado, a saída da senadora Kátia (Abreu?) pode ter significado também, a porteira aberta para que o governador receba pelo menos duas outras importantes peças nessa tabuleiro eleitoral.                                   

A primeira consequência pode ser uma decisão bastante previsível e que envolve a prefeita do maior colégio eleitoral do estado, Palmas.  Nesse caso há uma “ajuda” incrível do “habilidoso” ex-prefeito e pré-candidato Ronaldo Dimas.  Ele tem dito a interlocutores, que o jogo da sucessão em Palmas, teria que passar pelas mãos deles e do senador Eduardo Gomes, cujo irmão é o atual vice-prefeito, André Gomes. Dimas não esconde que a dupla já tem um pré-candidato a prefeito de Palmas, para 2024. Assim, ele imaginam que “segurariam” a prefeita Cinthia Ribeiro pelo “beiço”, como se costuma dizer. Na marra! Pode ter sido um erro grave. As relações de Cinthia e do Senador já não andam boas há tempos e a prefeita de Palmas, desde os tempos em que era esposa do habilidoso e saudoso senador João Ribeiro, nunca gozou de uma boa relação com o então prefeito Ronaldo Dimas. Há um episódio que envolve uma execução fiscal da prefeitura de Araguaína com familiares do falecido senador e que acabaram desaguando na prefeita da capital, fato que deixou mágoas e desconsideração entre Dimas e Cinthia Ribeiro. O fato é que com a ida da deputada Dorinha, que apoiou a reeleição de Cinthia em 2020, pode significar a 2ª grande perda para a fragilizada campanha de Dimas ao Palácio Araguaia.                                                  

Mas quem seria então, a 3ª peça a ser ganha pelo governador Wanderlei Barbosa, após a saída da senadora Kátia (Abreu)? Não é difícil imaginar. Todos sabem que tanto o ex-governador Marcelo Miranda, quanto D. Dulce, sua esposa, não frequentam os mesmos ambientes que Kátia ( Abreu ? ) , que já protagonizou  alianças e traições incontáveis coma família Miranda.                             

No dia em que partiu do palácio Araguaia, a senadora deixou a porta aberta e o espaço preparado, para que tanto a deputada federal Dulce Miranda, começasse a avaliar a possibilidade de ter na coligação liderada pelo palácio, o melhor cenário para a sua reeleição e para a coligação do PMDB. Basta ver que Dimas massacrou o ex-aliado, deputado Elenil da Penha.                  

Sem prefeitos, vereadores e deputados estaduais para oferecer, Ronaldo Dimas ainda tem o filho, deputado federal Thiago Dimas, que se sente uma espécie de “dono” do colégio eleitoral de Araguaína. Ele não tem aceito que os pré-candidatos ligados a Dimas, dobrem com qualquer federal que não seja ele. Isso desagrada demais, todos os atuais deputados federais e pré-candidatos, fator que pode ser decisivo para que Dimas, perca o apoio do PMDB, partido que ele sempre prejudicou.                                           

Basta fazer uma análise e ver a posição de Dimas em 2006, quando foi o vice do Coronel Siqueira Campos, em 2010, quando ficou com Siqueira contra Carlos Gaguin, candidato do PMDB e Marcelo Miranda, candidato a senador, quando ele ganhou no voto, mas não  levou a vaga de senador. Dimas apoiou Joao Ribeiro e Vicentinho.                                     

Finalmente em 2014, já como prefeito da capital econômica do estado, Ronaldo Dimas, fez de Araguaína uma trincheira contra Marcelo Miranda, cidade do domicílio eleitoral do ex-governador. Entra aí uma ato final, que deixou cicatrizes definitiva na história política de Araguaína. A cidade sempre teve uma vaga no senado da república, desde a criação do estado. Basta lembrar, começou com Carlos Patrocínio, em 1988, 1994, Joao Ribeiro em 2002 e 2010.

Quando foi em 2018, um dia após reconhecer a indispensável ajuda do deputado e candidato a senador por Araguaína,  Cesar Halun, ao projeto Via Lago, Ronaldo Dimas surpreendeu o cenário político do estado, declarando apoio ao candidato Iraja ( Abreu ?) , deixando Araguaína pela 1ª vez, sem a tradicional vaga no senado da república. Resta agora esperar pela decisão do comando do PMDB, sobre o melhor cenário para a coligação em 2022.

A frase que fica é : “Quem planta vento, colhe tempestade”.  O certo agora era o senador Iraja apoiar Ronaldo Dimas, cobrança que ele fez no aniversário do senador Eduardo Gomes há poucos meses, na capital federal.                                                                    

Seriam esses os caminhos da prefeita Cinthia e da ex-primeira-dama Dulce Miranda ?

Créditos (Imagem de capa): Internet

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!