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Quinta, 27 de janeiro de 2022
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Política

Para PF, Carlesse interferiu na policia Civil para proteger Olyntho Neto e familiares do deputado

A Organização Criminosa agiu de forma bastante agressiva para interferir na Policia Civil quando as apurações atingiram integrantes e aliados.

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Com base em documentos obtidos pelo jornalismo de O na íntegra, A organização criminosa chefiada por Mauro Carlesse não apenas perseguiu delegados como interferiu na policia Civil para livrar o deputado estadual Olyntho Neto, assim como, o  irmão  e o pai do parlamentar.

De acordo com a investigação da Policia Federal, ainda no mandato tampão, entre 09 de julho e 31 de Dezembro de 2018, em menos de cinco meses de gestão, a Organização Criminosa agiu de forma bastante agressiva para interferir na Policia Civil quando as apurações atingiram integrantes e aliados  do grupo de Carlesse. 

Em representação da PF enviado ao STJ, a PF cita como exemplo de interferência e tentativa de obstrução de justiça,  exoneração do delegado da policia Civil Bruno  Boaventura Mota do cargo de delegado regional de Araguaína após atuação de sua unidade policial, por duas vezes, atuar em desfavor de um aliado politico do governador afastado, o deputado estadual  e então líder do Governo na Assembléia Legislativa do Tocantins, Olyntho Neto (PSDB).

No dia 1º de Outubro de 2018, durante o processo eleitoral, a policia Civil, por meio da delegacia regional de Araguaína, realizou a apreensão de R$ 500.000.00 (Quinhentos Mil reais) em especie na posse de Luis Olinto Rotoli Garcia de Oliveira, irmão do parlamentar, e o conduziu para PF.

No dia 12 de Outubro de 2018, foi deflagrada pela Delegacia Regional de Araguaína a Operação Expurgo. Um dos investigados era o pai do deputado Olyntho Neto.

No dia 16 de Novembro daquele ano, apenas quatro dias depois de deflagada a operação Expurgo, Mauro Carlesse exonerou doze delegados regionais da policia Civil, entre o delegado Bruno Boaventura, que comandava a unidade policial responsável pela operação Expurgo e pela apreensão dos R$ 500 mil reais em posse do irmão deputado.

No dia 19 de Novembro, um dia após a exoneração dos doze delegados regionais, toda a cúpula de Segurança Pública pediram demissão dos seus cargos em protesto contra a interferência politica na instituição.

De acordo com a PF, enquanto a Organização Criminosa não decidia o nome ideal para o comando da Secretária de Segurança Pública, no dia 19 de Novembro foi designado Hélber Luis Fidelis Fernandes, Secretaria de Estado Cidadania e Justiça, de forma interina para a para de Segurança Pública.

Para a PF, com essa crise institucional, tornou-se evidente que a Associação Criminosa chefiada por Mauro Carlesse precisaria buscar  um Secretario de Segurança Pública e um Delegado Geral que compactuasse com os delitos da quadrilha instalada no Governo do Estado, e assim alcançar o objetivo de controlar a policia Civil.

Créditos (Imagem de capa): internet

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