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Quinta, 06 de outubro de 2022
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Política

Delegado do caso Milton Ribeiro pede prisão do comando da Polícia Federal

É a primeira vez que um delegado pede a prisão da cúpula da PF.

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Bruno Calandrini, responsável pela investigação sobre corrupção no MEC, alega ter havido interferência da cúpula da corporação nas apurações


O delegado Bruno Calandrini, que comandou as investigações a respeito de corrupção no Ministério da Educação (MEC), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF). As apurações levaram o ex-ministro Milton Ribeiro à prisão.


A ministra Cármen Lúcia, que está encarregada do inquérito sobre a corrupção no MEC, recebeu a solicitação. Ela não tem prazo para decidir se autoriza ou não os pedidos de prisão. Calandrini alegou ter havido interferência do comando da PF nas investigações. É a primeira vez que um delegado pede a prisão da cúpula da PF.

Após a prisão de Milton Ribeiro, Calandrini afirmou, em mensagem encaminhada a um grupo de policiais, que seus superiores estavam colocando obstáculos ao andamento das apurações. Ele escreveu que não tinha “autonomia investigativa para conduzir o inquérito deste caso com independência e segurança institucional”.

O delegado destacou, também, que houve “decisão superior” para que Milton Ribeiro, quando estava preso, não fosse transferido de São Paulo para Brasília, de acordo com reportagem de Rodrigo Rangel, no Metrópoles.

Calandrini revelou que Bolsonaro avisou Ribeiro do risco da operação

Na sequência, Calandrini revelou, com base em telefonemas interceptados com autorização judicial, indícios de que Jair Bolsonaro (PL) teria avisado Milton Ribeiro do risco de deflagração de uma operação.

Dentro da PF, havia a expectativa de que Calandrini, que se tornou alvo de sindicância interna depois de acusar seus superiores de interferir na investigação, poderia recorrer a uma medida extrema.

O receio do comando aumentou com a notícia de que o delegado havia pedido ao STF uma medida cautelar. O caso tramita em segredo de Justiça.

Créditos (Imagem de capa): Internet

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