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Sexta, 19 de agosto de 2022
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Política

Cultura como agente de transformação social marcou debate no Quintal Vermelho com presença de Paulo Mourão

A atividade faz parte de uma série de ações para mobilização em favor da democracia no Tocantins e no Brasil.

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O Quintal Vermelho, na casa do cantor Mário Xará, foi o ponto de encontro dos produtores culturais, artistas e juventude de Palmas na noite da última terça-feira, 21, com o pré-candidato ao governo do Tocantins pelo Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Tocantins (PT-TO), Paulo Mourão. A atividade faz parte de uma série de ações para mobilização em favor da democracia no Tocantins e no Brasil.

“Aqui é um espaço que se fala cultura, mas na expressão mais ampla da cultura, aqui se fala da cultura também no sentimento do esperançar e é por isso que nós precisamos abordar, nesses momentos, as reflexões das dificuldades que estamos vivendo no Tocantins há 33 anos, pois ainda não conseguimos construir um projeto de transformação para nosso estado, afinal ainda temos uma cultura antidemocrática, que é a da compra de votos, por exemplo”, destacou Paulo Mourão.

Ao abordar os pontos da cultura popular, educacional, digital, Paulo Mourão foi categórico ao lembrar que todas elas formam a identidade de um povo, mas alertou que a cultura política, do debate, do diálogo com as pessoas também é necessária para o desenvolvimento de todas as pessoas, sem exclusão.

“A cultura é o DNA de um povo e o Tocantins é muito rico, quando você vai para as culturas populares, dos povos originários, folclore, artesanatos, da juventude, e precisamos conversar, fazer com que aconteça o diálogo cultural para que tenhamos condições de enfrentar a cultura da compra de voto, da prática da corrupção, e construir uma nova realidade para toda nossa gente”, destacou Mourão.

Neste sentido, a presidente do PT de Porto Nacional, Ana Cleia, mais conhecida como Kika, lembrou que desde o periodo abolucionista os negros e negras foram impedidos de expressar sua cultura e a arte periférica ainda sofre os mesmos empecilhos, o que prejudica o desenvolvimento democrático da nossa socieade.

“A periferia é um espaço ocupado majoritariamente pela populaçao negra e sao os jovens negros, que sao vitimas de homicidios, e por falta de reconhecimento da cultura da periferia. Com relação ao Paulo Mourão eu sei que ele reconhece a periferia como parte integrante da sociedade. Precisamos acreditar no poder que a periferia tem e deixar que negros e negras ocupem os espaços e a nossa cultura seja respeitada”, destacou Kika.

Joyce Silva, do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST), avaliou que “falar de cultura de matriz africana é difícil no estado, pois é muito criminalizada. Vemos pessoas criminalizadas pelo fato de ser povo de terreiro, sem terra, e trago também a agricultura familiar que também é uma cultura, e essa cultura de plantar, de passar a semente de mao em mao, refletimos sobre solidariedade, pois nessa semente brota vida, brota esperança”. 

Ainda estiveram presentes na atividade a coordenadora setorial de Combate ao Racismo do PT-TO, Nayara Mascarenhas; a companheira Karine Correa, Professora Germana, que é a vice-presidente do PCdoB Tocantins; o Professor Adão Francisco e suas filhas Liz e Maitê; o companheiro Valdeci; os pré-candidatos a deputado estadual Mário Pinto, Edivaldo Soares, Ronaldo Raiol e Antônio Marcos; a pré-candidata a deputada estadual Eutália Barbosa e o pré-candidato ao Senado, João Helder Vilela.

Créditos (Imagem de capa): Assessoria de comunicação

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