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Sábado, 21 de maio de 2022
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Política

A imprensa tocantinense e a tentativa "canonização" de Brito Miranda

É esse o jornalismo que contribuí para mudar para melhor a sociedade em que estamos inseridos? 

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Sou parte de um grupo de profissionais de imprensa tocantinense, o que me permiti lugar de fala, e assim sendo acredito que as vezes também precisamos fazer uma auto critica. No ultimo dia 25, lamentavelmente faleceu o ex-deputado pelo Estado de Goiás e pai do ex-governador do Tocantins, Brito Miranda. E  com toda razão para tal, logo a noticia espalhou-se pelo Estado e pelas redes sociais, graça ao trabalho árduo dos profissionais do web-jornalismo. Os jornais digitais tem essa vantagem de informar na hora do fato ou de forma mais rápida. 

A maioria dos veículos de comunicação reportaram o fato, publicaram as notas de pesares de políticos e lideranças politicas, enalteceram de forma merecia a trajetória de luta de Brito e infelizmente omitiram fatos de sua trajetória, fatos públicos e notórios como se tivessem o intuito de manquear a informação.  O incomodo foi imediato, como é possível narrar a biografia politica de alguém e omitir investigações, processos, escândalos de corrupção e até mesmo prisão do individuo? E qual a razão para isso? Certamente, alguns dirão que trata-se de sensibilidade a dor do outro, da família e amigos, atitude louvável se a empatia também estendesse aos famílias dos mortos periféricos, que na maioria das vezes os programas mais sensacionalistas em casos de acidentes ou homicídio chegam a exibir até as vísceras das vitimas.

Faça uma simples observação, seguida de uma reflexão. Quando o periférico morre só é noticia se for vitima de acidente ou de um crime, e mesmo sendo vitima de um crime, mesmo antes de descoberto a motivação do crime, a vitima já tem seu nome, sua ficha exposta no noticiário. O periférico morto, logo é exposto seus histórico sem omissão  de detalhes, em alguns casos fazem questão de estampa na manchete termos como, "Ex-presidiario", "A vitima tinha passagem pela policia", e etc. 

Lamentável o seletivismo da imprensa tocantinense na hora de noticiar os fatos, honraria e empatia aos ricos, políticos e poderosos e insensibilidade, indiferença e preconceito social. O que testemunhamos nos veículos de comunicação foi quase uma tentativa de canonizar Brito Miranda, seria capaz de apostar que se alguém sugerisse uma comitiva para falar com Vossa Santidade o Papa, alguns se interessariam.

É importante ressaltar, que ao expressar aqui minha opinião não busco desmerecer ou diminuir nenhum colega ou profissional em especifico, assim como não tenho o intuito de generalizar. Busco apenas convida a uma reflexão; "É esse o jornalismo que contribuí para mudar para melhor a sociedade em que estamos inseridos?". 

Créditos (Imagem de capa): internet

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